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Aplicações Clínicas da Espiritualidade nos Cuidados em Saúde

Aplicações Clínicas da Espiritualidade nos Cuidados em Saúde




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Desde que o homem se entende como ser pensante, ele vem usando a espiritualidade para entender o significado da vida e da morte, da sua presença no mundo, melhorar sua saúde e como ferramenta para lidar com as adversidades e a dor, seja ela física, moral e/ou espiritual.

As grandes civilizações do passado sempre usaram os conhecimentos religiosos para tratar as doenças, seja isoladamente ou como coadjuvante às práticas médicas incipientes. Além disso, utilizava-se a religião, também, para obter melhor qualidade vida na saúde mental, garantindo paz e harmonia. Estudos arqueológicos nos mostram que os sacerdotes, considerados os primeiros terapeutas, egípcios, hindus, chineses incluíam uma série de rituais espirituais na obtenção da cura de muitas moléstias que acometiam a Humanidade. Entretanto, somente na Grécia antiga, com o advento da medicina Hipocrática, o homem vai tentar racionalizar essas crenças e práticas retirando-as do mundo mítico e criando um sistema que pudesse entender de forma racional o impacto que atitudes, crenças, hábitos, ambientes, e/ou ervas causavam no organismo humano. Nasce aí a propedêutica e a medicina baseada em evidências.

A despeito desse progresso inicial, a espiritualidade vai continuar sendo usado durante milênios mais como uma forma de cuidar, de forma não empírica, especialmente dos doentes e moribundos, do que uma forma terapêutica como conhecemos modernamente.
Durante a Baixa Idade Média, por volta do ano 370 D.C, na Ásia Menor, surge o primeiro hospital no mundo Ocidental organizado por Cristãos Ortodoxos Orientais, devido à insistência do bispo São Basílio, bispo de Cesárea, especializados nos cuidados com pacientes portadores da lepra, modernamente chamada de hanseníase.
Essa associação entre espiritualidade e cuidados em saúde perpassará toda a Idade Média, Moderna e mesmo na Idade Contemporânea, onde a religião controlará o exercício da medicina, tanto que a Igreja era responsável pela liberação dos diplomas daqueles que queriam exercer a medicina e muitos monges eram médicos e vice-versa.
Ainda, hoje, em pleno século XXI, instituições religiosas dirigem vários hospitais, casas de saúde, programas de saúde, e asilos.

Entretanto essa associação entre saúde e espiritualidade começará a ser questionada e mesma separada com o advento da filosofia positivista, idealizada por Augusto Comte, na França do séc.XIX, onde positivo ou real é tudo aquilo que pode ser provado com o microscópio ou telescópio, abole-se a religião ou espiritualidade como fonte de conhecimento ou como recurso terapêutico e passa-se ao extremo considerando como fonte de desequilíbrio mental ou fonte de doença.

Com o aparecimento da psicanálise de Freud, a Ciência nascente, especialmente as ciências biológicas, que embasam grande parte da medicina, adotarão uma atitude francamente hostil a tudo que diz respeito à espiritualidade/religiosidade. Infelizmente essa atitude não era baseada em trabalhos científicos, mas naquilo que se pretendia combater nas religiões, ou seja, na intolerância, no preconceito e mesmo na ignorância dos homens de ciência.

Essa visão enviesada da ciência, especialmente da Medicina, com relação à religiosidade/espiritualidade se perpetuará e impregnará o imaginário popular e as cabeças pensantes e o meio acadêmico por quase oito décadas. Somente no final dos idos de 1980 que epidemiologistas americanos, começam a cruzar dados relacionando freqüência religiosa e de orações com indicadores de saúde, doença e longevidade e encontrarão, para surpresa geral da comunidade médica, que espiritualidade/religiosidade estavam associados com melhor qualidade de vida, mais longevidade, menos doença física e mental e mortalidade. O epidemiologista da Universidade da John Hopkins, George Comstock, na década de 80, publica no Journal of Chronic Disease que os fiéis que apresentavam uma alta freqüência a serviços religiosos mostravam taxas de mortalidade menores. Desde, então, milhares de artigos vêem sendo publicados em revistas médicas especializadas de todas as áreas da medicina, mostrando na sua maioria, uma associação positiva entre práticas espirituais e saúde, seja ela, física ou mental.

É bem verdade que muitas dessas associações podem ser explicadas por outras variáveis que já são reconhecidamente impactantes no modus operandi da saúde, como menor consumo de álcool e tabaco, de carne vermelha, maior apoio social e prática de exercícios entre outros. Entretanto temos que reconhecer que mesmo esses fatores ou estilos de vida são, na maioria das vezes, influenciados por diretrizes religioso-espirituais. Além disso, muito pacientes apresentam necessidade espirituais e estas não são atendidas pela equipe de saúde, fora o fato de atitudes religiosas afetarem decisões médicas , tais como receber ou não quimioterapia e hemoderivados, tomar, vacinas, aderir a regimes de tratamento etc.

Além disso, esses fatores, se tomados isoladamente, não conseguem explicar completamente todas as correlações positivas encontradas, mesmo após usar procedimentos estatísticos que filtram essas co-variâncias e também os mecanismos pelos quais a espiritualidade/religiosidade favoreceria a saúde.
Certamente que a Medicina não acredita, nem lança mão de argumentos teológicos ou miraculosos para explicar essa relação. Tendo como princípio a neutralidade ou laicismo, e, portanto, separar a explicação religiosa, baseada em crença e fé, da racional, baseada em dados e hipóteses lógicas, tenta construir teorias e hipóteses de trabalho baseadas nas evidências empíricas que encontra ao estudar o fenômeno da espiritualidade nos cuidados em saúde, e a priori, também, não está autorizada, a afirmar categoricamente, sem pesquisas prévias, que o religioso/espiritual não faz parte das leis naturais ou que pertença ao sobrenatural e que não seja da sua competência o seu estudo o entendimento desse fenômeno, sob pena de cair no descrédito e perder o status de neutralidade.

A hipótese, hoje, mais aceita pela comunidade científica é que a espiritualidade atue, através do SNC via neurotransmissores e SNA, em três sistemas: cardiovascular, endócrino e imunológico. Através dos neurotransmissores agiria diminuindo freqüência cardíaca e pressão sangüínea, menor produção de cortisol, hormônio relacionado com estresse e melhor vigilância e função das células de defesa.

Esse curso é exatamente igual ao oferecido pelo Duke Center for Spirituality, Theology and Health na Universidade de Duke na Carolina do Norte/EUA e autorizado por Prof.Dr.Harold Koenig para fazer sua replicação no Brasil.
Pinus Longæva Assessoria e Consultoria em Saúde e Educação Ltda.

Capacitar profissionais da área da saúde e religião em abordar a espiritualidade na prática clínica (hospitalar, ambulatorial e consultório), fornecendo as ferramentas para que o tema espiritualidade seja visto de forma acadêmica e com respaldo científico com o intuito de impactar positivamente na saúde das pessoas sob seus cuidados
Por quê, como, quando e o quê abordar na interface da espiritualidade com a saúde.

- Aulas Expositivas
- Vídeos
- Casos Clínicos
- Leitura de Artigos
- Filmes
- Fóruns
Preferencialmente estudantes e profissionais da área da Saúde e Religião, mas aberto a qualquer interessado (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais, psicólogos, dentistas, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, capelães, religiosos, voluntários que trabalham em hospitais e instituições de saúde).
Não fornecemos o livro
Inicio das aulas
O aluno terá um mês para concluir o curso após o 1º acesso


A plataforma utilizada para acesso à sala de aula será a plataforma Moodle. O aluno ao entrar com login e senha abrirá uma janela (página) no computador como se estivesse entrando em outro site.
Nessa página serão exibidos calendário, notícias, fórum, aulas disponibilizadas, textos para downloads etc. Não há necessidade de baixar essa plataforma Moodle.
Ao clicar na aula, abrirá uma janela com visualização do vídeo. E caso o professor utilize data show na sua apresentação teremos outra janela mostrando com clareza as informações do slide para que o aluno possa copiar as informações.
80% de frequência das aulas e participar das atividades propostas (fóruns, casos clínicos e leitura de artigos)
Não haverá prova
Vagas Ilimitadas
Taxa de Matrícula: R$ 80,00
Valor Total do Curso: R$ 385,00
Material Didatico: R$85,00 Obrigatório

Descontos especiais para grupos (a partir de 8 pessoas) maiores informações por telefone ou e-mail.

Pagamentos Boleto: Em até 3 vezes , favor enviar um e-mail para Fabíola.

Contato:
fabiola@saudeeducacao.com.br

Pagamento à Vista: Débito em conta corrente, Cartão de Crédito ou Boleto Bancário (Ver barra do PagSeguro na ficha de Inscrição)
Pagamento Parcelado: Em até 12 vezes no cartão de crédito! (Ver barra do PagSeguro na ficha de Inscrição)
OBS: Incidirá os juros do próprio cartão. Segue tabela de valores:

Parcelas Valor da Parcela Valor Total da Compra Forma de Pagamento
1 R$ 441,75 R$ 441,75 Boleto
1 R$ 465,00 R$ 465,00 Cartão
2 R$ 239,45 R$ 478,90 Cartão/Boleto
3 R$ 161,22 R$ 483,65 Cartão/Boleto
4 R$ 122,09 R$ 488,34 Cartão
5 R$ 98,63 R$ 493,13 Cartão
6 R$ 82,99 R$ 497,92 Cartão
7 R$ 71,82 R$ 502,76 Cartão
8 R$ 63,45 R$ 507,59 Cartão
9 R$ 56,94 R$ 512,48 Cartão
10 R$ 51,74 R$ 517,41 Cartão
11 R$ 47,49 R$ 522,33 Cartão
12 R$ 43,94 R$ 527,31 Cartão
O certificado será emitido pelo Instituto de Saúde e Educação Pinus Longæva para todos os alunos, desde que tenham freqüência mínima de 80% das aulas.
Pinus Longæva Assessoria e Consultoria em Saúde e Educação Ltda.
Telefone/Fax: 11-27370041
CRM:42093
Prof.Dr.Franklin Santana Santos- Médico geriatra, doutor em medicina pela FMUSP, pós doutor em psicogeriatria pela Instituto Karolinska-Suécia, formação complementar em Saúde e Espiritualidade pela Duke University-EUA e especialização em Bioética pela FMUSP.
40 horas
- Introdução & fontes de Informação
- Por quê abordar espiritualidade no cuidado ao paciente- Razões Clínicas
- Por quê abordar espiritualidade no cuidado ao paciente- Razões de Pesquisa
- Perguntas/ Discussão
- Como abordar espiritualidade no cuidado ao paciente- A História Espiritual
- Como abordar espiritualidade no cuidado ao paciente-A oração e outras intervenções
- Quando abordar espiritualidade no cuidado ao paciente
- Quais são os resultados(positivos) de abordar assuntos espirituais
- Quais são os resultados(negativos) em abordar assuntos espirituais
- A religião/espiritualidade pode causar danos?
- Perguntas / Discussão
- Capelães, conselheiros pastorais, e clérigos da comunidade
- Necessidades de Enfermeiros e outros Profissionais da Saúde em abordar espiritualidade
- Práticas Religiosas (maiores religiões) afetando os cuidados ao paciente
- Pontuações Finais e Discussão